domingo, 21 de abril de 2013

O PAPEL DO MARIDO E O PAPEL DA ESPOSA

Bp. Carlos R. Tavares Igreja Apostolica da Palavra & Adoração PARA VOCÊ...QUE É ESPOSA...CRISTÃ ! Os Deveres da Esposa Cristã Leitura: Ef 5.22-33 “O fato de ser mulher não faz de você um tipo de cristão diferente, mas o fato de ser cristã faz de você uma mulher diferente”. 1. Ser submissa ao seu marido em tudo, assim como a igreja é submissa a Cristo (Ef 5.22-24; Cl 3.18; 1 Pe 3.1-6; Tt 2.5) Os princípios da Palavra de Deus são eternos. A esposa deve se sujeitar espontaneamente à liderança do marido. Todo cristão tem a responsabilidade de “sujeitar-se” (hypotasso) a alguém, independentemente de sua posição na vida: Os cidadãos devem se submeter ao governo (Rm 13.1,5; 1 Pe 2.13; Tt 3.1); A igreja está sujeita a Jesus (Ef 5.24); Os servos devem se sujeitar aos seus senhores (Tt 2.9; 1 Pe 2.18); Os cristãos jovens devem ser submissos aos mais velhos (1 Pe 5.5) e “do mesmo modo” a esposa deve submeter-se ao seu marido. Deus estabeleceu o marido como o cabeça da família (1 Co 11.3; Ef 5.23); aquele que tem a responsabilidade de liderar e exercer a autoridade. A resposta correta a essa autoridade é submissão voluntária. A esposa não se rebaixa sendo submissa ao marido, mas demonstra a nobreza do seu caráter, assim como fizeram Sara e outras mulheres piedosas dos tempos bíblicos (1 Pe 3.5). Esta submissão é devida ao marido, sendo ele cristão ou não (1 Pe 3.1,2). É Deus quem ordena isto (1 Pe 3.5,6). Esposo e esposa são iguais em Cristo (Gl 3.28; 1 Pe 3.7), porém há diferença de papéis no lar. A submissão não significa ser inferior ao homem, ou que a mulher tem menos valor dentro da família, mas sim que, dentro do lar, o marido foi colocado por Deus como sendo a autoridade final. A mulher foi colocada na família como auxiliadora (Gn 2.18) e quem ajuda não é o chefe, mas sim, o auxiliar. Neste sentido temos que dizer que a mulher não foi chamada para exercer a liderança (1 Co 11.8-10; 1 Tm 2.11-14). A mulher que ocupa um cargo de liderança em seu trabalho não pode simplesmente achar que em sua casa poderá liderar da mesma forma. Uma senhora crente foi entrevistada na televisão, a entrevistadora perguntou: Quem é que manda em sua casa? Ela respondeu: Meu marido. A comentarista continuou, e quem decidiu? Ela respondeu: Eu. Fui eu quem decidiu quem seria o chefe lá em casa. Ele é “o cabeça” da nossa família. Submeter-se nas decisões As decisões na família devem ser conjuntas, mas em caso de divergência a decisão final é do marido; as esposas devem consultar seus maridos antes de tomar uma decisão, evitar criticar as decisões do marido e não se rebelar diante delas. Como você tenta convencer seu marido de alguma coisa? Você insiste no seu ponto de vista até ele se cansar e fazer o que você quer? Você age de forma independente, sem consultar o seu marido? A mulher não pode mudar o marido! A única coisa que pode fazer é mudar ela mesma e a forma como reage a seu marido. Mudar os outros é algo que depende deles e de Deus. Submeter-se não é ser escrava, nem perder sua opinião nem sentir-se inferior, mas aceitar o papel que Deus lhe deu, agindo com prudência, humildade e inteligência. Razões para submeter-se: • Por amor e reverência ao Senhor, a esposa deve acatar seus mandamentos. Somente sendo uma crente fiel e cultivando uma vida cheia do Espírito ela poderá submeter-se ao marido. • Para dar bom Testemunho. A esposa crente que se submete ao marido é diferente das esposas que não temem nem amam ao Senhor. Essa diferença poderá ser a porta para um testemunho evangelístico. Como todo mandamento de Deus a submissão nos traz também a Sua benção pela obediência: • Uma mulher submissa tem de seu esposo a PROTEÇÃO E SEGURANÇA; • Através da submissão a mulher alcança realização pessoal, pois este é seu papel; • A submissão leva a uma deliciosa HARMONIA NO LAR. • Quando a mulher é submissa, se torna exemplo para as mais novas e para o mundo. • A mulher se transforma em verdadeiro exemplo como mãe e esposa aos filhos, lembrando que eles reproduzirão seu comportamento. 2. Respeitar o marido (Ef 5.33b). A palavra traduzida por “respeitar” neste texto é também traduzida por “temer” (At 10.2,35; 13.16,26; 1 Pe 2.17). A esposa deve mostrar respeito pelo marido como líder na relação, assim como a igreja respeita Jesus como seu líder (Ef 5.24). Sara é um exemplo citado do tipo de respeito que a esposa deve ter pelo marido. Ela não só obedeceu a Abraão, mas também o chamava de “senhor” (1 Pe 3.6; Gn 18.12). “Senhor” indica um coração pronto para responder em obediência e respeito. A implicação deve ser que ela obedecia a Abraão porque o honrava como “senhor”, não no sentido divino, mas no sentido humano daquele que tem a autoridade. A esposa deve falar do marido de forma respeitosa, principalmente diante dos filhos e de outras pessoas. Não como Abigail, que apesar de livrar a pele de seu esposo Nabal, falou de maneira desrespeitosa acerca dele (1 Sm 25.25). 3. Ser uma auxiliadora para seu marido (Gn 2.18). Esta é a finalidade pela qual a mulher foi criada (1 Co 11.8-9). Nenhum cônjuge deve servir a si mesmo de maneira egoísta, mas deve servir ao outro. Isto é principalmente verdadeiro para a esposa. Ela deve estar ao lado (não é abaixo nem acima) do marido. Para que isso se torne uma realidade em nossa vida, é necessário que haja uma dose de desprendimento, carinho, renúncia e acima de tudo MUITO AMOR. A mulher é uma auxiliadora do marido: a) No sentido afetivo: é a mulher de um só homem, o seu marido e se entrega a ele com amor e inteireza de coração. b) No sentido social: contribui no sentido de conservar a imagem do seu marido como um homem de bem diante da igreja e da sociedade. c) No sentido profissional: dá ao marido o apoio que lhe falta por parte dos amigos, levando-o a superar as crises de maneira positiva. d) No sentido espiritual: ora por ele e estimula a sua fé. O auxilio espiritual da mulher cristã pode e deve oferecer ao seu marido, é tal qual um investimento cujo retorno se dará sem demora. 3. Tomar conta da sua casa (Tt 2.4-5; 1 Tm 5.14; Pv 14.1). Não é uma proibição ao trabalho feminino, mas uma indicação da sua responsabilidade quanto à boa ordem da casa. Se ela trabalha, tem empregada, contrata diarista, mas a responsabilidade de gerenciar sua casa é dela (1 Tm 5.14,15). As esposas devem ser prudentes, sensatas, tendo como prioridade satisfazer as necessidades de sua família (Tt 2.5). A prioridade de uma esposa, portanto, é cuidar do seu lar. Ela mostra seu amor por seu esposo e filhos fazendo do lar um refúgio de paz e descanso para a família, amigos e hóspedes (1 Tm 5.14). A esposa também tem grande responsabilidade na educação dos filhos (1 Tm 2.15). A palavra grega utilizada (teknogonia) significa não somente gerar filhos, mas também abrange a idéia de educá-los. 5. Conceder ao seu marido o afeto que lhe é devido (1 Co 7.3). Ambos os cônjuges são obrigados, entre outras coisas, a satisfazer os desejos sexuais do outro. A mulher não deve privar seu marido de seu corpo, porque pertence a ele (1 Co 7.4-5), mas deve agradá-lo (v34). Não cumprir suas obrigações conjugais com seu marido é roubar o que lhe é devido. 6. Ser pura, casta, buscando a beleza interior mais do que a exterior (Tt 2.3-5; 1 Tm 2.9,10; 1 Pe 3.1-6) O que a Bíblia quer ressaltar é a modéstia e a preocupação maior de ser virtuosa e não a proibição de adornos. Pedro não estava escrevendo que as mulheres não podem se enfeitar, mas que o enfoque da mulher cristã deve estar mais na exaltação do ser interior do que na do exterior. Paulo também manda que a mulher se vista com modéstia e bom senso. A mulher não deve estar tão preocupada com sua aparência externa quanto com suas qualidades interiores. A mulher cristã deve observar a razão que a leva a vestir-se, enfeitar-se: para se exibir ou atrair a atenção de outras pessoas, ou para agradar ao Senhor e a seu marido. As jóias que ela deve usar sempre: o espírito manso e tranqüilo (1 Pe 3.4); ter um espírito pacífico, que busca a conciliação e a harmonia na família. Algumas esposas são barulhentas, gostam de tumultos, porém, não há adorno mais bonito do que a discrição (Pv 11.22) e a mulher que age assim honra seu marido (Pv 12.4). OS DEZ MANDAMENTOS PARA A ESPOSA I. Amarás o senhor teu Deus de todo o teu coração, e a teu marido somente um pouquinho a menos do que amas a Deus (Dt 6.5); II. Alegremente te submeterás a teu marido, tua cabeça, como ao Senhor (Ef 5.22); III. Guardarás tua língua com toda diligência, tendo o cuidado de abençoar teu marido e nunca discutir abertamente detalhes íntimos do relacionamento amoroso (Pv 31.26, 11.16); IV. Conservarás um coração alegre em tudo que tiveres de fazer durante o dia (Pv 17.22); V. Afastarás de ti uma natureza ciumenta ou egoísta (Pv 6.34); VI. Preferirás teu marido a qualquer outro (nunca comparando diminutivamente a outros homens) e sinceramente o admirarás e reverenciarás (Ef 5.33); VII. Diligentemente manterás o teu lar e a ti mesma atraentes, lembrando que não deves somente ganhar o amor do teu marido, mas também conservá-lo (Pv 31.27); VIII. Darás valor às tuas virtudes femininas mais do que a própria vida (Pv 12.4); IX. Inspirarás a teus filhos um amor, respeito e reverência a seu pai (Pv 22.6); X. Não serás ranzinza (Pv 25.24). PARA VOCÊ...QUE É MARIDO CRISTÃO! PARA VOCÊ ESPOSA...PARA VOCÊ...MARIDO! LEIA COM ATENÇÃO: O Dever dos Maridos 25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, Mas só porque a esposa deve se submeter ao marido não dá ao marido o direito de agir como um pequeno tirano dentro de casa. Se o padrão da mulher no casamento é muito alto, o padrão do homem é ainda maior. Ele deve amar sua esposa como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. Nenhuma mulher vai ter muita dificuldade para se submeter a um homem que ama assim. 1. O tipo de amor “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja...” - Os maridos devem amar suas esposas como Cristo amou a igreja. Jesus Cristo amou a igreja antes de trazê-la a existência. Ele escolheu e amou os seus, “antes da fundação do mundo” (1.4), porque o amor de Deus é eternamente presente, não tendo passado nem futuro. Obviamente, nenhum ser humano pecador tem a capacidade de amar com a plenitude divina e perfeição com que Cristo amou. No entanto, o marido que se submete ao Senhor, a ser preenchido com o Seu Espírito (v. 18) é capaz de amar sua esposa com o mesmo tipo de amor que Jesus tem para a Sua própria noiva, a igreja. Nesta passagem, Paulo menciona quatro qualidades do amor divino que os maridos devem manifestar em relação as suas esposas. A. O amor Sacrificial “... e a si mesmo se entregou por ela” – Paulo não ordena o marido a amar sua esposa não por causa dos seus predicados, mas, porque é a vontade de Deus. Um marido deve admirar e ser atraído pela beleza de sua esposa, sua bondade, mansidão, ou qualquer outra qualidade ou virtude. Mas, essas qualidades não são o vínculo do matrimônio. O apóstolo Pedro diz que se os maridos não amarem assim, Deus nem mesmo vai ouvir as suas orações: “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações” (1Pe 3.7). Por que Deus deveria ouvir a um homem que ainda não sabe como tratar sua esposa corretamente? Conta-se a história de que a esposa de um dos generais de Ciro, o governante da Pérsia, foi acusada de traição e foi condenada a morte. No início, seu marido não sabia o que estava acontecendo. Mas assim que ele ouviu falar sobre o assunto, ele correu para o palácio e entrou na sala do trono. Ele se jogou no chão diante do rei e gritou: “Oh, meu Senhor Ciro, a minha vida, em vez dela. Deixe-me morrer em seu lugar”. Ciro, que por todos os relatos históricos era um homem nobre e extremamente sensível, foi tocado por esta oferta. Ele disse: “Um amor como esse não deve ser interrompido pela morte”. Então ele libertou a mulher e a devolveu ao marido. Enquanto caminhavam alegremente o marido disse à esposa: “Você notou como gentilmente o rei olhava para nós quando ele lhe deu o perdão?” A mulher respondeu: “Eu não tinha olhos para o rei. Vi apenas o homem que estava disposto a morrer em meu lugar”.[1] Esse é o quadro pintado pelo Espírito Santo neste grande capítulo de Efésios. O marido deve amar sua esposa como Cristo amou a igreja, entregando-se por ela. A maioria dos maridos nunca terá a chance de colocar o amor a essa grande prova, mas temos inúmeras formas menores para mostrar nosso amor diariamente. Se um marido amoroso está disposto a sacrificar sua vida por sua esposa, ele está certamente disposto a fazer sacrifícios menores por ela. Ele coloca seus gostos, desejos, opiniões, preferências de lado, se o que é necessário para agradá-la e atender suas necessidades. Ele morre para si mesmo a fim de viver para sua esposa, porque é esse tipo de amor que Cristo. Essa é a sua submissão.[2] Uma mulher com razão disse ao marido: “Querido, eu sei que você está disposto a morrer por mim, você me disse muitas vezes. Mas enquanto você está esperando morrer, você poderia apenas preencher o tempo ajudando-me secando os pratos?” B. Amor Purificador 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Quando o amor de um marido para com a sua esposa é como o amor de Cristo pela Sua Igreja, ele a ajudará a purificar-se de qualquer tipo de contaminação. Ele tentará protegê-la da contaminação do mundo, sua santidade, virtude e pureza em todos os sentidos. [3] Ele nunca a induzirá a fazer o que é errado ou imprudente. A palavra santificar (hagios, em grego) é traduzida como “santificar”, bem como “tornar santo”. Uma pessoa santa é aquela que é separada totalmente para Deus. Em outras palavras, os maridos devem ter em mente o desenvolvimento espiritual de suas esposas.[4] Se você ama sua esposa, você fará tudo em seu poder para manter a sua santidade, sua virtude, a sua justiça, e sua pureza a cada dia. Quando um jovem diz que ama uma mulher, mas quer que ela comprometa a sua pureza sexual antes do casamento, o seu amor é a luxúria do mundo, não o amor de Deus, e ele é egoísta, não serve. Esse tipo de amor contamina ao invés de purificar. Um marido que flerta com a secretária ou uma vizinha causa na esposa o sentimento de solidão e rejeição. Ele não só põe em risco sua própria pureza moral, mas também de sua esposa, e pode levá-la a imoralidade. Na Grécia antiga, a noiva era levada para um rio para tomar banho e cerimonialmente purificada de toda a imundícia de sua vida. O que quer que tenha feito era agora simbolicamente purificado e ela poderia entra no casamento sem qualquer mancha moral ou social do passado.[5] De uma maneira incomensuravelmente maior Cristo se entregou pela igreja, para que “... para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef 5.25-27). Sua limpeza dos crentes não é cerimonial e simbólica, mas real e completa. É com essa mesma finalidade e no mesmo amor que os maridos devem cultivar a pureza, a justiça e a santidade de suas esposas. C. Amor Cuidadoso 28 Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. 29 Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; 30 porque somos membros do seu corpo. O marido que ama sua esposa como Cristo ama a igreja não vai mais fazer nada para prejudicá-la assim como não faria nada contra a sua própria carne. Seu desejo é nutrir e estimá-la exatamente como ele nutre e preza o seu próprio corpo, porque é assim também Cristo faz com a igreja. Quando ela precisa de força, ele lhe dá força. Quando ela precisa de encorajamento, ele concede encorajamento. E assim como qualquer outra coisa que ela precisa. Assim como Deus supre “todos as nossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus” (Fp 4.19), o marido amoroso se destina a suprir todas as necessidades de sua esposa. O casamento abençoado é o casamento em que o marido ama a esposa com carinho ilimitado. Algo está muito errado, se ela é vista apenas como cozinheiro, governanta, companheira ocasional e parceira sexual. Ela é um tesouro dado por Deus para ser amada, cuidada, alimentada e acariciado.[6] D. Um amor inquebrável 31 Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Nesta citação direta de Gênesis 2.24 Paulo enfatiza a permanência, bem como a unidade do casamento. O padrão de Deus para o casamento não se alterou desde a época de Adão até o tempo de Paulo, e ele não mudou até hoje. O termo “unir” (Proskollaō, em grego) significa, literalmente, ser colado.[7] Maridos e esposas devem deixar seus pais e se unir, ser cimentados, uns aos outros. Eles quebram um conjunto de laços quando estabelecem outro, e o segundo é mais de ligação e permanente que o primeiro. “Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio...” (Ml 2.16). Deus sempre odiou o divórcio e Ele vai continuar a odiá-lo, porque o divórcio destrói o que Ele ordenou para ser inquebrável. Ele odeia o divórcio em quaisquer condições e por qualquer motivo. Ele vai tolerar, em certos casos, e vai perdoá-lo, como perdoa qualquer outro pecado, mas Ele nunca mudará seu ódio por ele, assim como Ele nunca mudará seu ódio por qualquer outro pecado. Assim como o corpo de Cristo é indivisível, o projeto ideal de Deus para o casamento é que ele seja indivisível. Como Cristo é um com a sua igreja, os maridos são um com suas esposas. Portanto, quando um marido prejudica sua esposa, ele prejudica a si mesmo. Um marido que viola seu casamento viola a si mesmo. Um marido que destrói seu casamento destrói uma parte de si mesmo (Mt 19.6-9). 2. O Motivo para amar a esposa 32 Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. 33 Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido. Você pode perguntar: “Por que é importante amar assim? Por que é importante que o casamento tenha como base esses princípios?” Porque é uma imagem da igreja. Esta imagem magnífica era um mistério, que não havia sido revelado. A santidade da igreja está relacionada com a santidade do casamento. “Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido” (v. 33) – Se aprendêssemos mais de Cristo e no poder do Espírito, os princípios fundamentais do relacionamento conjugal, o divórcio não existiria. Quando os cônjuges cristãos caminham no poder do Espírito, e se submetem a Sua Palavra e controle, e são mutuamente submissos, eles são abençoados, os filhos são abençoados e Deus é glorificado.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

TE AMO OH! CRISTO!

sábado, 6 de abril de 2013

PÁSCOA O VERDADEIRO SIGNIFICADO

Páscoa, a última ceia Aquela era a última ceia de Páscoa que Jesus celebraria com Seus discípulos antes da crucificação. Enquanto comiam, Jesus tomou um cálice, agradeceu e disse: “isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mt 26.28). É incerto quanto os discípulos entenderam desse pronunciamento profético. Porém, seu significado se esclareceria pouco depois, ao testemunharem a morte sacrificial de Jesus na cruz e lembrarem as palavras que Ele dissera ao erguer o cálice. Foi através de Sua morte e do Seu sangue derramado que Jesus estabeleceu uma Nova Aliança que mudaria o rumo da história da humanidade, tanto para os judeus quanto para os gentios. Um Superior Sacrifício pelo Pecado Dia após dia, um sacerdote levita entrava no templo e oferecia sacrifícios de animais para a remissão de pecados, conforme determinava a Lei de Moisés. O sistema sacrificial da Lei era apenas uma sombra do que Jesus iria realizar no futuro, através de Sua morte na cruz. O Livro de Hebreus ilustra de duas maneiras a ineficácia dos sacrifícios levíticos para remover o pecado. Em primeiro lugar, se o sacrifício pelo pecado aperfeiçoasse quem o oferecia em adoração, não haveria necessidade de repeti-lo (Hb 10.2). Em segundo lugar, se os israelitas tivessem sido verdadeiramente purificados do pecado através de sacrifícios de animais, “não mais teriam consciência [senso] de pecados” (Hb 10.2). Mas o fato é que nenhum de seus sacrifícios podia torná-los perfeitos ou livrá-los da consciência do pecado (Hb 9.9). Por quê? “Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10.4). O sangue de animais não tinha o poder de efetuar a redenção; a imolação ritual não podia purificar a carne, isto é, realizar a purificação cerimonial (Hb 9.13). Através de um nítido contraste, o Livro de Hebreus explica como Deus providenciou um sacrifício melhor para a redenção do homem. Deus Pai enviou Seu Filho Jesus para ser o sacrifício pelo pecado. Jesus tomou parte na obra da redenção e tornou-se o sacrifício da expiação, com profundo e total envolvimento, e não em resignação passiva. Obedecendo à vontade do Pai, Cristo entregou Seu corpo como uma oferta definitiva, permitindo que o pecado do homem fosse removido (Hb 10.5-10). A conclusão é óbvia: Deus revogou o primeiro sacrifício, que dependia da morte de animais, para estabelecer o segundo sacrifício, que dependia da morte de Cristo. Qual a diferença entre o sacerdócio de Cristo e o sacerdócio dos levitas? Na Antiga Aliança, centenas de sacerdotes levitas ofereciam, continuamente, sacrifícios inefetivos que “nunca jamais podem remover [apagar completamente] pecados” (Hb 10.11); mas o sacrifício de Cristo removeu os pecados, de uma vez por todas. Os sacerdotes araônicos ofereciam sacrifícios pelo pecado, dia após dia; Cristo sacrificou-se uma só vez. Os sacerdotes araônicos sacrificavam animais; Cristo ofereceu a si mesmo. Os sacrifícios dos levitas apenas cobriam o pecado; o sacrifício de Cristo removeu o pecado. Os sacrifícios dos levitas cessaram; o sacrifício de Cristo tem eficácia eterna. Assim, Cristo está agora assentado “à destra de Deus” (Hb 10.12; cf. Hb 1.3; 8.1; 12.2), o que demonstra que Ele completou Sua obra, obedientemente, e foi exaltado a uma posição de poder e honra. Cristo, o holocausto supremo e perpétuo, é o único sacrifício pelo pecado que existe atualmente. Os que rejeitam o sacrifício de Cristo têm sobre sua cabeça três acusações: (1) Eles desprezam a Cristo, calcando-O sob seus pés; (2) consideram o sangue de Cristo como profano (comum) e sem valor; e (3) insultam o Espírito Santo, que procurou atraí-los para Cristo (Hb 10.29). Os que rejeitam Seu holocausto redentor são considerados adversários. Na aliança mosaica, os adversários eram réus de juízo e morriam sem misericórdia. Conseqüentemente, as pessoas que rejeitam a Cristo aguardam o horrível juízo de Deus (Hb 10.30-31). Por meio de Sua morte, Jesus inaugurou um “novo e vivo [vivificante] caminho” (Hb 10.20) para que a humanidade possa chegar à presença de Deus com “intrepidez [confiança]” (Hb 10.19). Portanto, o que possibilita a existência de uma Nova Aliança é o sacerdócio e o sacrifício superiores de Cristo. Uma Aliança Superior Para os Santos O Livro de Hebreus revela que Cristo é o “Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8.6). Ela é mais excelente porque as promessas do pacto mosaico eram condicionais, terrenas, carnais e temporárias, enquanto as promessas do Novo Testamento são incondicionais, espirituais e eternas. Quais as diferenças entre o Antigo Testamento e o pacto abraâmico? Deus estabeleceu a aliança mosaica (Antigo Testamento) com a nação de Israel, no Monte Sinai. Esse pacto não foi o primeiro que Deus firmou com o homem, mas foi o primeiro que Ele fez com Israel como nação. A aliança mosaica foi escrita 430 anos depois da aliança abraâmica, e não alterou, não anulou, nem revogou as cláusulas da primeira aliança, a abraâmica (Gl 3.17-19), que era incondicional, irrevogável e eterna. Muitas pessoas, hoje em dia, confundem a aliança mosaica com a abraâmica e afirmam que a Terra Prometida não pertence mais ao povo judeu porque a nação perdeu seu direito em razão do pecado. Entretanto, Deus garantiu a Israel a posse permanente da terra, não através da aliança mosaica, mas da aliança abraâmica (Gn 15.7-21; 17.6-8; 28.10-14). As promessas do pacto mosaico eram condicionais. O pré-requisito era que Israel obedecesse aos mandamentos para que Deus cumprisse as promessas de bênçãos, estabelecidas no pacto (Êx 19.5). Mas Israel não cumpriu as cláusulas do pacto. A falha não estava na Lei, pois o mandamento era “santo, e justo e bom” (Rm 7.12), mas na natureza pecaminosa do homem, que se rebelou contra as condições estipuladas no pacto. Essa aliança tinha um poder limitado e não podia conceder vida espiritual nem justificar os pecadores (Hb 8.7-9). Com quem Deus firmou a Nova Aliança? A Escritura deixa claro que a Nova Aliança foi feita exclusivamente com Israel (os descendentes de Jacó, pelo sangue) – e não com a Igreja (Hb 8.10). Em nenhum lugar da Escritura a Igreja é chamada de Israel ou “Israel espiritual”, como alguns ensinam. Está claro na Escritura que as bênçãos nacionais, espirituais e materiais prometidas na Nova Aliança serão cumpridas com o Israel literal, no Reino Milenar (Jr 31.31-40). A Nova Aliança foi profetizada pela primeira vez por Jeremias, seis séculos antes do nascimento de Cristo (Jr 31.31; cf. Hb 8.8). Ao falar do novo pacto, Deus usa os verbos no futuro (“firmarei”, “imprimirei”, “inscreverei”, “serei”, “usarei”, “lembrarei”, veja Hb 8.8,10,12), mostrando que cumprirá as cláusulas dessa aliança. Além disso, o cumprimento depende unicamente da integridade de Deus, e não da fidelidade de Israel. Se a Nova Aliança não foi firmada com a Igreja, por que foi apresentada em Hebreus 8? O escritor de Hebreus foi movido pelo Espírito Santo a citar a Nova Aliança com o propósito de ressaltar o fracasso da aliança mosaica e mostrar a Israel que as promessas reunidas num pacto melhor estavam disponíveis através de Jesus Cristo. A Nova Aliança foi instituída na morte do Senhor (Hb 9.16-17), e os discípulos ensinaram seus conceitos à nação de Israel (2 Co 3.6). O fato da nação de Israel ter rejeitado seu Messias resultou num adiamento do cumprimento cabal do pacto, que só ocorrerá quando Israel receber a Cristo, na Sua Segunda Vinda. Quais são as promessas da Nova Aliança? Em primeiro lugar, a Nova Aliança proporciona uma transformação interior da mente e do coração, que só pode ser produzida através da regeneração espiritual. Deus disse: “Nas suas mentes imprimirei as minhas leis, também sobre os seus corações as inscreverei” (Hb 8.10). A Antiga Aliança era exterior, lavrada na pedra (Êx 32. 15-16); a Nova Aliança é escrita “em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2 Co 3.3), através do ministério do Espírito Santo. Isso acontecerá com Israel, como um todo, na Segunda Vinda de Cristo, quando Deus derramará o Seu Espírito sobre o povo judeu não-salvo, fazendo com que se arrependa de seus pecados e aceite Jesus como seu Messias (Zc 12.10; Rm 11.26). Em segundo lugar, a aliança mosaica estipulava que os conceitos da Lei, com seus complicados rituais e regimentos, só fossem ensinados pelos líderes religiosos. Os que vivem sob os preceitos da Nova Aliança são ensinados pelo Senhor, por meio do Espírito Santo que habita em seu interior, e recebem poder para andar nos caminhos do Senhor e guardar os Seus estatutos (Ez 36.27). Em terceiro lugar, na Antiga Aliança, o pecado era lembrado sempre que um animal era oferecido em sacrifício (Hb 10.3). Na Nova Aliança, Jesus foi o Cordeiro do sacrifício, que, de uma vez por todas, removeu o pecado (Hb 10.15-18) através do Seu sangue. O Senhor disse: “Pois, para com as suas iniqüidades usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb 8.12; cf. Jr 31.34). A palavra jamais é uma dupla negativa no texto grego, o que significa que “não, nunca, sob nenhuma circunstância” Deus se lembrará dos pecados do Israel redimido. Em quarto lugar, Cristo é o Mediador da Nova Aliança (Hb 9.15-20). O mediador atua como um intermediário entre duas partes que desejam estabelecer um acordo entre si. Os mediadores põem seus próprios interesses de lado pelo bem das partes envolvidas no acordo. Um mediador precisa ser digno de confiança, aceitável pelas partes e capaz de assegurar o cumprimento do pacto. Através de Sua morte, Cristo tornou-se o Mediador da Nova Aliança, e possibilitou a reconciliação de todos aqueles que confiam em Sua obra redentora. A mediação de Cristo também se estende aos santos que viveram debaixo da Antiga Aliança, bem como aos que virão a crer, no futuro. Cristo concede uma herança eterna a todos os crentes, através da Nova Aliança. Um beneficiário só pode entrar na posse legal da herança com a morte do testador. Para que a Nova Aliança tivesse efeito e, legalmente, pudesse conceder a salvação aos pecadores, Cristo tinha que morrer (Hb 9.15-17). Até mesmo a aliança mosaica teve de ser inaugurada com sangue para ter efeito legal. Moisés mediou o primeiro pacto tomando o livro da Lei, lendo-o diante dos filhos de Israel – que concordaram em guardar os seus preceitos – e, depois, aspergindo o livro e o povo com sangue (Hb 9.19-20). O fato do Antigo Testamento ter sido firmado com sangue mostrou que era necessária a morte de uma vítima inocente para consagrar e estabelecer uma aliança. Aquele pacto era apenas um tipo e uma sombra que apontava para o dia em que Cristo consagraria e firmaria um Novo Testamento, através do derramamento de Seu próprio sangue. Somente Ele poderia mediar a Nova Aliança entre Deus e a humanidade (1 Tm 2.5). A Nova Aliança, ao contrário da aliança mosaica, é eterna. O Senhor disse: “Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua” (Ez 37.26). Depois de servir ao seu propósito, o pacto mosaico tornou-se sem efeito. As palavras “antiquado” e “envelhecido” (Hb 8.13) mostram que o pacto mosaico estava esgotado, perdendo as forças e prestes a ser dissolvido. Embora a Nova Aliança tenha sido feita com Israel, e não com a Igreja, os cristãos têm garantido o extraordinário privilégio de experimentar certos benefícios do novo pacto que passaram a vigorar quando Cristo derramou Seu sangue na cruz. Hoje, a Igreja usufrui das bênçãos espirituais da salvação, estabelecidas na Nova Aliança. As bênçãos físicas do Novo Testamento serão cumpridas com Israel, no Milênio. Os que seguem a Cristo são “ministros de uma nova aliança [testamento, pacto]” (2 Co 3.6) e foram chamados para divulgar a mensagem da salvação. Louvado seja Deus por tão grande salvação!